– Você é anormal menina. Eita, o que ele fazia de tão especial? Tipo, sei que não é fácil esquecer, mas gostar às vezes é estranho…

– Não fazia nada… Eu só… Só gostava, entende?
– Mas porque gosta “às vezes” dele ainda?
– Por gostar. Me apeguei à ele como nunca me apeguei a ninguém… Prendi e não quis mais soltar.
– Entendo. E ele, por onde anda?
– Pelas ruas de um Porto (…) Amando mulheres, garotas, meninas… Amando todas, menos à mim.

 (Caio Fernando de Abreu)

beijos, julie.