Só que antes ela se despede do meu rosto com uma marca de batom grená.

Se algum daqueles caras do Guiness Book estivesse na cadeira ao lado bebendo um café, neste instante reportaria a seu chefe que o recorde mundial de tempo beijando uma bochecha acaba de ser batido. Aí, ele anotaria o nome completo de Juliete e faria algumas fotos nossas juntos.
– Você viu que te deixei meu telefone? – ela pergunta, sem me olhar nos olhos, revirando a bolsa atrás das chaves.
– Sim, claro. Pode deixar, se eu sentir saudade de alguém não dando a mínima pra mim, eu ligo pra você.  Gabito Nunes em “Juliete Nunca Mais”

beijos, julie.