Descobrir, não hoje, mas há um bom tempo atrás,

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que só se deve depositar confiança em poucos, ou, na melhor das hipóteses, em ninguém. Essa gente não nasceu pra ser camarada não cara, tem que ler o manual de camaradagem mil vezes de trás pra frente, frase por frase, verso por verso, letra por letra. Pô, me diz como que assim dá? Quero amigo do peito cara, sou sincera mesmo, quero sinceridade recíproca mesmo, quero um amigo cientista-intelectual-matemático-fodão que resolva minhas incógnitas e não se assuste com o resultado, quero perder o medo das peculiaridades da vida, quero gritar “voy a reír, voy bailar, vivir mi vida lalalalalá” sem me preocupar como ridiculamente estúpido soar, eu sou garoa que quer uma avalanche de coisas e dentro de todas essas apelações estupendas, bem lá no fundo, eu só queria ser a princesa do meu próprio contos de fadas. Juliane Cazumbá

beijos, julie.