Fico imaginando uma porção de garotinhos brincando de alguma coisa num baita campo de centeio e tudo.

Milhares de garotinhos, e ninguém por perto – quer dizer, ninguém grande – a não ser eu. E eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o que tenho que fazer? Tenho que agarrar todo mundo que vai cair no abismo. Quer dizer, se um deles começar a correr sem olhar para onde está indo, eu tenho que aparecer de algum canto e agarrar o garoto. Só isso que eu ia fazer o dia todo. Ia ser só o apanhador no campo de centeio e tudo. Sei que é maluquice, mas seria a única coisa que eu queria fazer. Sei que é maluquice.  O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO

Você pergunta se ela também pensa em você. Sem resposta, mas claro que sim.

Com sombras de dúvida. Ninguém apaga tudo assim. Ela também ouve “Fix You” com o olhar triste no céu escuro da varanda. Claro que ouve. Aí você começa a desconfiar que ela poderia ter sido a garota legal da sua vida.

Gabito Nunes.

Todo ano, sempre que ligava no meu aniversário, meu avô me perguntava o que eu queria ser, quando crescesse.

Em 1988 eu respondi “batman”; em 1991, “bombeiro”; em 1995, “ponta-esquerda do Grêmio”; em 1997, “astro de rock”; em 1999, falei “drag-queen” (em minha defesa, estava passando por um momento meio confuso, que já passou); e, em meados de 2000, eu desisti de todo aquele papo e respondi que só queria ser livre. Ele resmungou no telefone que era bobagem, isso de ser livre. Ninguém é livre.
Gabito Nunes. 

Eu continuo sem saber que maravilha a vida poderia me reservar se eu não me protegesse tanto.

Tati Bernardi

ameixas

ame-as
ou deixe-as.
Paulo Leminski.

Você é tão rara quanto uma garrafa de Dandelion and Burdock, e aquelas outras meninas são apenas limonadas pré-preparadas.

Arctic Monkeys. 

“Eu sou assim mesmo, uma mistura de milagre com desastre.

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Amando tudo que posso, sendo amado por nada que quero. Vivendo de esperas, esperando a vida me dar o sorriso que mereço.” — Caio Augusto Leite